O melhor ataque e defesa do Brasileirão por pontos corridos: os recordes

Desde a sua implementação em 2003, o Campeonato Brasileiro de pontos corridos se consolidou como o formato definitivo para definir o campeão nacional. Ao longo de quase duas décadas, diversas equipes deixaram sua marca, mas a pergunta que permanece entre torcedores e analistas é: qual foi o melhor ataque e a melhor defesa da história dos pontos corridos do Brasileirão? A resposta passa pela análise de números e contextos de duas campanhas que estabeleceram um padrão de excelência ofensiva e solidez defensiva, servindo como referência até hoje. Este artigo detalha os recordes, as equipes por trás das marcas e os fatores que tornaram esses feitos históricos.
O ataque mais letal: Flamengo de 2019
O recorde de melhor ataque na era dos pontos corridos com 38 rodadas pertence ao Flamengo de 2019. Sob o comando do técnico português Jorge Jesus, a equipe rubro-negra encantou o país com um futebol ofensivo, agressivo e extremamente eficiente, culminando no título com uma campanha avassaladora.
O time marcou um total de 86 gols em 38 partidas, estabelecendo uma média impressionante de 2,26 gols por jogo. Essa marca superou recordes anteriores e se tornou o principal exemplo de poderio ofensivo da competição. A força do ataque era distribuída entre vários jogadores, mas se concentrava principalmente em uma dupla letal:
- Gabriel Barbosa (Gabigol): Artilheiro do campeonato com 25 gols.
- Bruno Henrique: Vice-artilheiro do time e do torneio, com 21 gols.
Além da dupla, jogadores como Giorgian de Arrascaeta e Everton Ribeiro foram fundamentais na criação de jogadas, contribuindo com gols e assistências que solidificaram o Flamengo de 2019 não apenas como campeão, mas como dono do ataque mais poderoso da história recente do Brasileirão.
A muralha defensiva: São Paulo de 2007
Se o Flamengo de 2019 se notabilizou pelo ataque, o São Paulo de 2007 entrou para a história pela sua defesa quase intransponível. Comandada por Muricy Ramalho, a equipe conquistou o pentacampeonato brasileiro (o segundo de sua sequência de três títulos) com uma solidez defensiva que se tornou a maior de todas as edições do Brasileirão por pontos corridos.
O time sofreu apenas 19 gols em 38 jogos, alcançando uma média extraordinária de 0,5 gol sofrido por partida. Essa performance defensiva foi o pilar de uma campanha segura e consistente. O sistema tático de Muricy, com três zagueiros, e a qualidade individual dos atletas foram cruciais para o feito. Entre os principais nomes daquele setor, destacam-se:
- Rogério Ceni: O goleiro-capitão, em uma de suas melhores temporadas.
- Miranda: Um dos principais zagueiros do futebol brasileiro na década.
- Breno e Alex Silva: Defensores que se complementavam e garantiam segurança ao sistema.
A organização tática, a disciplina dos jogadores e a capacidade de neutralizar os adversários fizeram do São Paulo de 2007 o detentor da melhor defesa da história do campeonato, um recorde que permanece intacto.
Outras campanhas de destaque e menções honrosas
Embora os recordes principais pertençam a Flamengo e São Paulo, outras equipes também registraram números expressivos que merecem ser lembrados, especialmente em edições com mais jogos (46 rodadas, entre 2003 e 2005).
- Ataques notáveis:
- Cruzeiro (2003): Marcou 102 gols, mas em 46 jogos (média de 2,21 por partida).
- Santos (2004): Marcou 103 gols, também em 46 jogos (média de 2,23 por partida).
- Atlético-MG (2021): Campeão com 67 gols, sendo o ataque mais positivo daquela edição.
- Defesas notáveis:
- Corinthians (2015): A equipe de Tite foi campeã sofrendo apenas 31 gols.
- Palmeiras (2018): O time comandado por Luiz Felipe Scolari levantou a taça com apenas 26 gols sofridos.
- Grêmio (2009): Embora não tenha sido campeão, teve uma defesa sólida com apenas 35 gols sofridos.
Os recordes do Flamengo de 2019 (melhor ataque) e do São Paulo de 2007 (melhor defesa) no formato de 38 rodadas representam os dois extremos de excelência no Campeonato Brasileiro. De um lado, o poder de fogo avassalador de um time que priorizava o jogo ofensivo; do outro, a disciplina tática e a segurança de uma equipe construída a partir de uma base defensiva impenetrável. Ambas as campanhas não apenas garantiram o título para seus clubes, mas também estabeleceram os parâmetros de eficiência que servem como meta para todos os competidores na elite do futebol nacional.
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