Ibovespa renova máxima histórica ao fechar acima de 198 mil

Abr 13, 2026 - 18:00
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Ibovespa renova máxima histórica ao fechar acima de 198 mil

O Ibovespa renovou recordes nesta segunda-feira (13) ao superar os 198 mil pontos pela primeira vez, em movimento sustentado principalmente pelo avanço das ações da Vale e Petrobras, endossadas pela alta de commodities como o minério de ferro e o petróleo no exterior. O fracasso nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã no fim de semana, que buscavam colocar fim ao conflito que começou no final de fevereiro, teve um efeito negativo tímido na bolsa paulista, que segue amparada pelo fluxo de recursos estrangeiros.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa .BVSP avançou 0,34%, a 198.000,71 pontos. Na máxima do dia, chegou a 198.173,39 pontos. Na mínima, recuou a 196.222,86 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$ 29,7 bilhões antes dos ajustes finais.

A melhora na B3, endossada por Wall Street, onde o S&P 500 .SPX subiu 1,02%, teve também como pano de fundo novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã havia “ligado esta manhã” e que “eles gostariam de fechar um acordo”.

No domingo (12), após o impasse nas conversas, Trump anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz pela Marinha dos EUA, o que começou de fato nesta segunda-feira, de acordo com o presidente norte-americano.

O barril do petróleo sob o contrato Brent LCOc1 atingiu US$ 103,87 na máxima do dia, mas terminou a sessão a US$ 99,36, em alta de 4,37%.

Diante do cenário ainda volátil no exterior, a avaliação de que, dentro dos mercados emergentes, a América Latina é um porto seguro e, dentro da América Latina, o Brasil é o mais bem posicionado, segue apoiando fluxo de capital externo na bolsa paulista.

De acordo com dados da B3, abril registra uma entrada líquida de R$ 11,55 bilhões até o dia 9, ampliando o saldo positivo no ano para quase R$ 65 bilhões, em números que excluem ofertas de ações (IPOs e follow-ons).

“O Ibovespa segue na tendência de alta rumo aos 200 mil pontos”, afirmaram analistas do Itaú BBA no relatório Diário do Grafista nesta segunda-feira. “Sob olhar de médio prazo, começamos a monitorar o próximo objetivo em 250.000 pontos”, acrescentaram.

DESTAQUES

  • VALE ON VALE3.SA fechou em alta de 2,07%, apoiada no avanço dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian DCIOcv1 subiu 1,26%. No setor, CSN ON CSNA3.SA subiu 1,56%, enquanto USIMINAS PNA USIM5.SA caiu 2,5% e GERDAU PN GGBR4.SA recuou 0,8%;
  • PETROBRAS PN PETR4.SA subiu 1,53% e PETROBRAS ON PETR3.SA avançou 1,78%, endossada pela alta do petróleo, além de anúncio da estatal de nova descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas no pré-sal da Bacia de Campos;
  • ITAÚ UNIBANCO PN ITUB4.SA encerrou com decréscimo de 0,52%, com o setor todo melhorando após um começo de dia mais negativo. BTG PACTUAL UNIT BPAC11.SA subiu 1,62%, BRADESCO PN BBDC4.SA avançou 0,73%, BANCO DO BRASIL ON BBAS3.SA terminou com variação positiva de 0,08% e SANTANDER BRASIL UNIT SANB11.SA cedeu apenas 0,28%;
  • BRASKEM PNA BRKM5.SA saltou 7,35%, no quinto pregão seguido de alta, beneficiada por expectativas positivas para os spreads petroquímicos;
  • AZZAS 2154 ON AZZA3.SA valorizou-se 3,51%, recuperando parte da perda da última sexta-feira, quando fechou com um tombo de quase 11% após o grupo anunciar no meio do pregão que o presidente da unidade de “Fashion & Lifestyle”, Ruy Kameyama, deixará a empresa no final de abril.

*Reuters

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